O Toque da Mão do Mestre

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Não temos em nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos nossas mãos." (Friedrich von Schiller) As pessoas sob influência de alguém que consegue capacitá-las são como folhas de papel comum nas mãos de um talentoso artista. Não importa do que foram feitas, podem transformar-se em tesouros. O poema de Myra Brook Welch retrata esta idéia com muita propriedade: Eu estava desgastado, ferido... E o leiloeiro achou que valia muito pouco desperdiçar seu tempo com velho violino. Mas o segurou sorrindo. Por que estou sento ofertado, boa gente, gritou. Quem começou o leilão para mim? Um dólar, um dólar – ouvi dois? Dois dólares, quem dá três? Dois dólares, dou-lhe uma, três dólares, dou-lhe uma... Três dólares, fechado... Mas não! Do fundo do salão um homem de barbas grisalhas aproximou-se, pega o objeto, soprando do violino a poeira. E afinou-lhe as cordas. Ele tocou uma melodia, pura e doce, tão doce quanto o cantar do anjo. A música cessou, e o leiloeiro, com uma voz tranqüila, diz baixinho. - Quanto dou agora por este velho violino?, enquanto o segura em cima. - Mil? Um mil, ou ouvi dois? Dois mil, alguém oferece três? Três mil, dou-lhe uma, três mil dou-lhe duas. Fechado, disse ele. A audiência aplaudiu, mas alguns gritaram, - "Não entendemos bem. O que mudou o seu valor?" Num átimo chega a resposta: - O toque das mãos do mestre. Você tem o poder de tocar positivamente a vida das pessoas, você pode capacitá-las. Por simples definição, capacitar é influenciar outros com a finalidade de crescimento pessoal. É compartilhar experiências – influência, posição, poder e oportunidades – com outros, a fim de investir na vida deles para que possam atuar da melhor forma. É vislumbrar o potencial das pessoas compartilhando recursos com elas e mostrando-lhes que você acredita totalmente nelas.

Quatro meses

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Outro dia foi o aniversário da partida de uma senhora por muitos conhecida e muito querida.
Algum tempo antes, chegando de uma das dezenas de consultas médicas que já fizera, ela disse aos familiares:
- Pedi franqueza à junta médica que me examinou, pedi-lhes que não me poupassem de saber a verdade sobre meu estado de saúde. Eu sinto que me resta pouco tempo.
Diante dos olhares ansiosos, ela continuou:
- Eles me revelaram que sou portadora de uma moléstia incurável e que minha previsão de vida é de aproximadamente 4 meses.
“E a senhora nos conta isso com essa naturalidade?”, perguntou uma das filhas, em prantos.
Continuou a senhora, com muita serenidade:
- Ora, eu tenho um bom tempo para fazer tudo que já devia ter feito há muito.
Arrumarei todos os meus armários, guardarei o que realmente uso e o resto jogarei fora ou doarei a quem precisa.
Colocarei belas cortinas em todas as janelas e elas me impedirão de ficar olhando a vida alheia.
Todos os dias tirarei o pó da casa e durante esse trabalho pensarei: “Estou me livrando das sujeiras que guardei do passado”
Evitarei ouvir e assistir más notícias e alimentarei o meu espírito com leituras saudáveis, conversas amigáveis, dispensarei fofocas e não criticarei a mais ninguém.
Pensarei naqueles que já me magoaram e, com sinceridade, os perdoarei.
Todas as noites agradecerei a Deus por tudo que estarei conseguindo fazer nestes últimos 4 meses que me restam.
Todas as manhãs, ao acordar, perguntarei a mim mesma: “O que posso fazer para tornar o dia de hoje um dia melhor?”
E farei de tudo para transmitir felicidade àqueles que de mim se aproximarem.
E a cada dia que passar farei pelo menos uma boa ação.
Quatro meses são mais de 120 dias, portanto, quando eu fechar os olhos para nunca mais abri-los, eu terei feito no mínimo 120 boas ações.
Todos que a ouviam, pouco a pouco se retiraram dali, indo cada um para um canto, para chorar sozinho.
A mulher ali ficou e nos seus olhos havia um brilho de alegria.
Pensava consigo mesma: “não posso curar meu corpo, mas posso mudar a vida que me resta”
Ela tinha uma grande tarefa: transformar seu mundo interior, tornar-se uma pessoa totalmente diferente do que já fôra – em apenas 4 meses – e conseguiu cumpri-la plenamente.
Outro dia foi o aniversário da partida dessa senhora. O mais curioso dessa história é que, após a notícia dada aos familiares, ela viveu mais 23 anos.
Ela curou a sua própria alma e sua moléstia desapareceu: ela morreu de velhice.
A: Silvia Schmidt.

Caminhada

09:59 Posted In Edit This 1 Comment »
Sei que na minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais passo eu…
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos,
porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo…
Todavia, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie… É oportuno que, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem:
por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais…
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo…
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás,
porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles, que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo…
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite, porém e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção…
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia…
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção…
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos…
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão à beira da estrada, que eu não perturbe a caminhada de ninguém,
que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção…
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas,
mas que eu não tema os que me assaltam, os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros cair no mesmo abismo…
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!
A: Maurício Ponsancini.